lugares-comuns
ou
“não é nada contigo, sou eu”, sempre que se quer terminar um relacionamento porque se encontrou alguém mais fascinanteou
“isto não é o que pensas!”, enquanto um terceiro alguém se enrola nos lençóis e corre a esconder-se, inutilmente, atrás de qualquer coisaas nossas vidas são, sem dúvida, feitas de lugares-comuns. por mais que os reneguemos. por mais desculpas que inventemos só para não admitirmos que aquela situação em particular nos fez sentir iguais a todas aquelas pessoas que criticamos.
somos cobardes, por isso julgamos os outros. não sabemos lidar com a diferença. nem com a igualdade, já que falamos disso.
estupidamente, esquecemo-nos de ser iguais a nós próprios. esquecemo-nos de ser genuínos. porque queremos ser normais. porque queremos «pertencer».
ficamos presos ao que os outros esperam de nós, porque também nós esperamos dos outros.
e que tal sermos livres e criarmos o nosso próprio lugar-ao-sol?
